Enfim 2025 chegou. Embora na prática seja só mais um dia depois de 31 de dezembro, para muita gente surge uma vontade de fazer diferente, de reavaliar a vida e se propor a novos caminhos. Por aqui, se você me perguntar o que pretendo para esse novo ano, eu tenho a resposta na ponta da língua: quero me conectar mais, de coração, com meu filho.
Desde a chegada do Henrique eu vivo a paternidade de maneira intensa. Primeiro tive que me descobrir como pai, estudar para me adaptar a uma nova realidade familiar e entender aquele bebê que chorava e não dormia. Depois, fazendo as comidinhas dele, surgiu a ideia para a criação da Papai que Fez. Ou seja, eu vivo o mundo dos bebês, das crianças e das famílias na minha rotina. E apesar de tudo isso, ainda sinto uma certa dificuldade em me relacionar com meu filho de 5 anos.
“Puxa, Ricardo, mas por quê? Você parece um pai tão presente!”. Pois é, e sou. Mas mesmo assim, por vezes, é difícil sentar e brincar com ele. É difícil encontrar prazer e me divertir, sem ter tido referências da minha infância. É como entrar numa brincadeira que ninguém te explicou, em um jogo que você nunca jogou. É ficar meio perdido, mas ter muita vontade que dê certo.

Hoje eu procuro proporcionar para o Henrique a vivência de ter um pai companheiro de brincadeiras. E para me divertir nesses momentos, às vezes é necessário dar colo para o menino que eu fui e que sentia falta disso. Quando jogo vídeo game com meu filho, vejo que jogam ele, eu e esse menino também, que fica feliz por ter uma segunda chance. Nas risadas do Henrique, eu vou reencontrando a minha própria alegria e conseguindo me divertir através dele.
Às vezes a paternidade e a maternidade nos assustam. Mas ainda não encontrei nada mais bonito e transformador do que isso. Um Feliz Ano para todos nós, com 365 chances de descobrirmos nossos próprios caminhos, junto com nossos filhos.


